Detalhar som

Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Cotingidae
 Bonaparte, 1849
Subfamília: Cotinginae
 Bonaparte, 1849
Espécie: X. atropurpurea

Nome Científico

Xipholena atropurpurea
(Wied, 1820)

Nome em Inglês

White-winged Cotinga


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Em Perigo

Fotos Sons

Anambé-de-asa-branca

**Ameaçado de extinção**

Espécie endêmica do Brasil. O anambé-de-asa-branca é uma ave passeriforme da família Cotingidae.

É o mais raro e mais ameaçado dos três cotingas do gênero Xipholena, o Anambé-de-asa-branca é endêmica do bioma Mata Atlântica do Nordeste do Brasil, onde os seus números tem diminuído drasticamente, colocando esta espécie em risco de extinção da Lista Vermelha da IUCN. .

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) xiphos = espada, sabre; e ölene = braço; e do (latim) ater = preto, escuro; e purpureus = púrpura; atropurpurea = púrpura escuro. ⇒ Asa de sabre púrpura escuro.

Características

Mede 19 centímetros; macho pesa entre 58-65 g, e a fêmea pesa entre 56-67 g.
O macho tem o corpo de coloração roxo enegrecido, mais pálido no uropígio e crisso. As partes superiores como a cabeça, peito e manto são mais escuros que o crisso e uropígio que tem uma bela coloração púrpura. Apresenta uma cauda curta. As asas são brancas com as pontas pretas. Iris esbranquiçada. Bico típico das aves do gênero levemente curvado para baixo com coloração escura. Tarsos e pés escuros.
A fêmea tem tons apagados cinza na parte superior do corpo com uma faixa transocular pálida. Asas escuras com franjas brancas. A cauda também é escura. A garganta tem coloração cinza pálido com peito mais escuro e malhado que o ventre que é branco acinzentado, terminando em um crisso bastante claro. Tem a íris clara, bico, tarsos e pés cinza.
Ambos os sexos apresentam um curioso zumbido provocado pelas asas quando a ave está em voo.

Subespécies

Monotípica, não possui subespécies.

Alimentação

Alimentam-se predominantemente de frutos e uns poucos insetos. Foi observado em Una na Bahia, que as fêmeas seguem bandos mistos de frugívoros com maior regularidade que os machos.

Reprodução

Os machos exibem-se em voo entre as copas de árvores altaneiras e a fêmea costuma construir um ninho de pequenas proporções entre 15 e 20m do solo.

Hábitos

Endêmico do Brasil oriental, é encontrado em matas de tabuleiro, na hiléia baiana e na Mata Atlântica entre 0 e 900m, muito embora seja mais comum em florestas úmidas de baixada litorânea. A espécie sofre com a perda de habitat embora possa se tornar até mais comum em matas secundárias, devido à frutificação sazonal de certas plantas. A prática de retirar as árvores maiores das florestas residuais na região de Una na Bahia, ameaça a sobrevivência da espécie.

Distribuição Geográfica

A espécie habita a mata atlântica litorânea dos estados do nordeste além do Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Referências

Galeria de Fotos